A Semana do Meio Ambiente da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP) é o evento anual em que a Faculdade celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Durante alguns dias de junho, palestras, rodas de conversa, oficinas, mostras de trabalhos, feira agroecológica e apresentações artísticas ocupam os espaços da FSP para discutir como os problemas ambientais afetam a saúde das pessoas, sobretudo das mais vulneráveis, e o que pode ser feito para enfrentá-los.
Uma tradição da Faculdade
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1972, para alertar a população sobre os problemas ambientais e sobre a importância de preservar os recursos naturais. A FSP-USP celebra a data há mais de uma década e em 2019 o evento chegou à sua 10ª edição.
A Semana é coordenada pelo Departamento de Saúde Ambiental, faz parte do calendário oficial de eventos da FSP e é realizada como atividade de cultura e extensão universitária. Cada edição tem um tema ligado aos debates do momento: “Ambiente, saúde e sustentabilidade” em 2019, “Crises climáticas e desigualdades sociais” em 2025 e “Uma chamada à ação climática” em 2026, em sintonia com o Dia Mundial do Meio Ambiente daquele ano, dedicado à ação climática.
Como a Semana acontece
A programação é preparada por uma comissão organizadora formada por docentes, servidores, pós-graduandos e estudantes de graduação do Departamento de Saúde Ambiental. O trabalho se organiza em quatro frentes:
- Na própria FSP: atividades planejadas com todos os departamentos, envolvendo docentes, servidores e estudantes, e integradas a iniciativas permanentes da Faculdade, como a Feira Agroecológica, a horta e a compostagem.
- Com outras unidades da USP: institutos e faculdades que pesquisam temas ambientais participam das mesas e das atividades.
- Com o poder público: prefeituras e órgãos estaduais de saúde e meio ambiente levam ao debate a experiência das políticas públicas em andamento.
- Com a comunidade: movimentos sociais, coletivos, cooperativas, escolas, agricultores e trabalhadores trazem seus conhecimentos e suas práticas.
As atividades são abertas ao público. Acontecem presencialmente na sede da FSP, e boa parte delas é transmitida ao vivo pelo canal da FSP-USP no YouTube.
O que a programação inclui
- Palestras, mesas-redondas e rodas de conversa. Temas recentes incluem o uso racional e reúso da água, resíduos farmacêuticos, agrotóxicos e saúde, incêndios florestais e o trabalho dos brigadistas, agricultura urbana, educação ambiental nas escolas, racismo ambiental, adaptação do SUS à mudança do clima (AdaptaSUS) e sistemas alimentares no caminho da COP30 à COP31.
- Oficinas práticas. Gestão e separação de resíduos, coleta de resíduos químicos e uma oficina de escrita poética e composição de canções sobre a crise climática.
- Mostra de trabalhos. Painéis com pesquisas, estágios e experiências profissionais de estudantes, trabalhadores e pesquisadores da FSP, da graduação ao pós-doutorado.
- Lançamento de publicações. Por exemplo, o dossiê da Abrasco sobre os danos dos agrotóxicos à saúde reprodutiva, em 2025.
- Cultura e arte. O espetáculo “O Planeta Agradece!”, a exibição do filme “Vida de Mutirão” e a exposição de trabalhos de alunos da EMEF Prof. Josué de Castro.
- Práticas sustentáveis. A Feira Agroecológica ECCCo e a distribuição do composto orgânico produzido na composteira da FSP com resíduos da própria Faculdade. Edições anteriores tiveram também campanha de coleta de lixo eletrônico e feira de troca de livros usados.
Resultados recentes
A edição de 2025, de 2 a 5 de junho, reuniu 499 participantes, e as transmissões somaram 1.164 visualizações no YouTube. Todos os departamentos da FSP participaram, ao lado de outras unidades da USP (ESALQ, Instituto de Estudos Avançados e USP São Carlos) e de parceiros como as Secretarias Estaduais de Saúde e de Meio Ambiente, a Prefeitura de São Paulo, a Sabesp, o Idec, a Unicamp, a Unifesp, a Universidade Federal de Pelotas, a Abrasco e a Sempreviva Organização Feminista (SOF). Acompanharam as atividades presencialmente e online estudantes e profissionais de saúde de vários estados, produtores rurais, alunos de escola pública e participantes de Moçambique. A mostra apresentou 12 trabalhos, da graduação ao pós-doutorado.
Em 2026, de 1 a 3 de junho, a Semana teve atividades presenciais e transmissão online, oficinas sobre resíduos, lançamentos de publicações e 13 trabalhos na mostra de experiências e pesquisas da FSP.
Nas avaliações, os participantes destacaram a Semana como espaço de aprendizado, troca de experiências e integração, ressaltaram a atualidade dos temas e pediram que os debates continuem ao longo do ano.
Por que a Semana importa
Saúde e meio ambiente sempre estiveram ligados na Saúde Pública. Hoje a crise climática, a poluição, o desmatamento e a perda de biodiversidade pesam mais sobre quem já enfrenta desigualdades de renda e de acesso à saúde, à moradia e ao saneamento. A Semana do Meio Ambiente leva esse debate para dentro e para fora da universidade:
- aproxima a pesquisa acadêmica das políticas públicas e das comunidades;
- dá visibilidade ao que estudantes, trabalhadores e pesquisadores da FSP produzem sobre o tema;
- valoriza os saberes dos povos originários e de quem cuida do território;
- incentiva práticas concretas no dia a dia, como reciclar, compostar e economizar água e energia;
- forma estudantes, que participam do planejamento, da mediação das mesas e da comunicação do evento.
O objetivo é que a Semana seja cada vez mais uma ação permanente, para além de 5 de junho. Este site reúne a programação, os trabalhos, os materiais e as fotos de cada edição.